Mostrar mensagens com a etiqueta direitos civis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta direitos civis. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de outubro de 2011

CONVOCATÓRIAS

Thugs  k rastaz, studantiz dillaz barberuz ku kabilereraz dizokupad@z engomaderaz kusinher@z faxiner@z konsientiz ku kabesas rixu, disempregaduz ku exploraduz na trabadju. Kotaz k nobuz tudu motoriz di kapitalismu rasista nu djunta na protestu mundial oxi 15h na markes do pombal. Gira mensagem 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

SOLIDARIEDADE COM JORGE DOS SANTOS


Dias 20, 21 e 22 vai decorrer o ciclo de solidariedade com Jorge dos Santos (Ex: George Wright). Pretende-se debater os temas históricos e actuais relacionados com o seu percurso através da projecção de dois filmes: All Power To The People e Cointelpro, concerto do Colectivo Gangstas Afri Familia, jantar e debate.


Caso pretendam aprimorar o estudo para estes dias, aqui vão algumas referências/links:


Cointelpro
Panteras Negras 1
Panteras Negras 2
Black Liberation Army
Documentos do FBI
Mumia Abu Jamal
Angola 3



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DIA 15 SA TA ROLA

Irm@s. Como negros e negras (entre  escravaturas colonialismos e migracoes) conhecemos a precariedade, a austeridade e o imperialismo da europa ha séculos. Sempre foram as faces da violencia estruturada contra nos. O gueto esteve sempre em crise. O nosso suor sangue e lagrimas alimentam o capitalismo vampiro desde sempre. Portanto a situacao actual nao é novidade para nos mas so ira piorar sendo nos @s primeir@s a pagar esta crise com mais pobreza e repressao nas ruas. Apelamos a tod@s que se facam ouvir na manifestacao no proximo sabado 15 as 15h em lisboa.  Somos desproletarizados nem sequer precarizados. Justica e paz . 
Plataforma gueto
http://olhos-ouvidos-vozes.blogspot.com/

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

GEORGE WRIGHT: EXTRADIÇÃO, RECLUSÃO OU LIBERTAÇÃO?


Na actualidade informativa dos últimos dias tem predominado a notícia da detenção de George Wright (José Luís Jorge dos Santos).
A divulgação desse acontecimento tem-nos levado a percorrer um período da história pouco conhecida do público em geral, mas que tem sido analisada nas circunstâncias de agora.
Não podemos esquecer as circunstâncias em que vivia a comunidade afro-americana há 50 anos, ainda antes do movimento dos direitos civis. Em 1962, data em que terá cometido o crime a que foi condenado, George tinha 18 anos de idade. Oito anos mais tarde, depois de um percurso prisional em que terá ganho consciência cívica e política, George foge e junta-se ao Exercito de Libertação Negra.
Tomam o avião de assalto, não no intuito de reivindicar nada ou ferir qualquer dos reféns, mas sim para fugir dos Estados Unidos e refazer a sua vida em outro lado. Este episódio aconteceu há quarenta anos.
Depois da sua detenção em Colares, surgem os relatos da sua vida pacata, afável, ao mesmo tempo que se tem como adquirido a sua extradição para os Estados Unidos. Vai-se dando louros à equipa do FBI que conduziu a investigação, nem que seja pelo mimetismo com as séries americanas do agrado do público como o Criminal Minds e o CSI.
É nesta abordagem que vamos perdendo discernimento sobre o essencial. George obteve asilo político da Guiné-Bissau, o que é uma manobra jurídica perfeitamente legal. Isso também lhe dá direito a  um nome consentâneo com a sua nova nacionalidade. Mais tarde, Jorge, que é casado com uma portuguesa e vive no país há mais de vinte anos, adquire a nacionalidade portuguesa de pleno direito. Tem cartão de cidadão e de eleitor. 
Esta interpretação é importante e decisiva, já que grande parte dos meios de comunicação em Portugal está a noticiar que a sua identidade é falsa (às vezes vale a pena ler artigos sobre o tema em jornais internacionais).
Os tribunais não extraditam cidadãos de nacionalidade portuguesa. Por outro lado o crime que cometeu há cinquenta anos já está prescrito para a lei portuguesa.
Assim, por estes lados, parece-nos que Jorge não deve ser extraditado mas sim libertado. Deixem o homem em paz. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CIDADE EM ALERTA

A música Cidade em Alerta de Hezbollah, Chullage e Loreta advém da necessidade de dar uma resposta à atitude dos media de sinalizar territórios "problemáticos" desvirtuando as vivências dos mesmos.
Programas como o Cidade em Alerta, com as suas imagens rápidas e coloridas, acabam por ser o único espaço existente e disponível nos media nacionais para esses "territórios", não informando de todo as vivências e expectativas de quem aí vive.
Essa parcialidade orienta a consciência colectiva a ocultar problemas reais como a pobreza, o desemprego, um  sistema de educação não inclusivo, o acesso à nacionalidade e à cidadania. 
O programa traduz-nos que há uma resolução única para grande parte dos problemas da cidade: prender. Como se essa não fosse uma solução violenta.
Criando-se estereótipos, restringe-se a oportunidade dos indivíduos se conhecerem em livre arbítrio, sem preconceitos para poder consolidar uma cidade livre.
A cidade também está em alerta deste lado, não com programas milionários, mas com a voz de todos nós.





Cidade em Alerta é uma música da Mixtape residência Freestylaz 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SALARIA KEE

Salaria Kee era uma mulher afro-americana que formou-se como enfermeira em 1934. Antes porém, viu recusada a entrada na faculdade por três vezes devido a questões raciais. Trinta anos antes da luta pelos direitos civis, já Salaria lutava por um estatuto de igualdade de direitos. 
Foi voluntária para a Guerra Civil Espanhola onde lutou na Abraham Lincoln Brigade (Brigadas Internacionais), defendendo a República contra o Fascismo. Salaria sabia que dificilmente poderia trabalhar com dignidade nos Estados Unidos e foi junto dos comunistas, trotskistas e anarquistas das Brigadas Internacionais que conseguia trabalhar com dignidade. Era comum haver oficias negros nas Brigadas Internacionais.
Antes de combater na Guerra Civil Espanhola, Salaria foi voluntária na guerra Italo-Etíope, apoiando as forças Etíopes.